segunda-feira, 31 de março de 2014

Quando sonhar acordado se torna um vicio

Em geral quando se pesquisa no Google sobre sonhar acordado aparecem muitas matérias
mostrando o beneficio de tal exercício. Em uma delas vi a seguinte citação "uma forma de pensar essencial para manter nossa saúde emocional e intelectual".

  Ao que parece muitos profissionais da área tem a tendência de achar que sonhar acordado é um bom exercício e ajuda a desenvolver o cérebro de forma positiva e eficaz. Pouco se fala sobre como essa atividade pode se tornar viciante e até mesmo prejudicial. Uma pessoa que desenvolve esse vicio tem uma grande tendencia de se isolar e não consegue aproveitar seu tempo de força satisfatória

É possível ficar nesse estado de sonho por horas, as vezes até mesmo sem conseguir dormi
por sonhar de forma excessiva e não conseguir desligar seu cérebro quando necessário. Ao realizar qualquer tarefa do dia a dia parece impossível não sonhar, não importa que tipo de vida tenha, sempre se pode melhorar, é como está diante de um espelho que mostra tudo o que você pode ser, tudo o que pode fazer. Se alguém te magoa, se você esta preocupada, ansiosa ou frustada essa parece a unica alternativa possível, sonhar com uma reação melhor, com uma vida livre de tudo o que te incomoda ou criar um lugar onde você seja o tipo de pessoa que simplesmente não se importa...como resistir a tal impulso?

Eu não tenho a resposta para isso, mais posso dizer que por mais atraente que seja ter seu próprio mundo, a verdade é que em nada ele altera a realidade e esse tempo que se passa a sonhar acordado não voltará mais, chegará o dia em que a imaginação dará uma pausa e você se perguntará como conseguiu não fazer absolutamente nada...Vê a si mesmo de forma melhor não o tornará melhor de fato, para isso é necessário atitude de sua parte. Também se imaginar no emprego dos seus sonhos não o fará ir até você por mágica, tudo na vida depende de esforço ( e não é pouco) para se conseguir, então se pensa que sua vida pode melhorar, não fique só nos sonhos, Aja. 

Obs: Eu melhor do que ninguém sei que não é um vicio fácil de superar, tanto que nunca cheguei a de fato faze-lo, venho tentando já ha algum tempo e ainda tenho meus momentos de recaída, mas me recuso a desistir de minha vida para sonhar. Você também não deveria, se manter "acordado" não é fácil, pois requer vê, realmente vê, tudo aquilo que você tenta evitar, mas pense: De que adianta sonhar se no final você sempre saberá que não passa de ilusão? De que adianta querer se não vai realmente tentar conseguir? De que adianta se perder num mundo de sonhos e se esquecer de viver?  

Tempo é vida, desperdice seu tempo e perceberá que sua vida passará mesmo sem você perceber e no final a única coisa que poderá dizer sobre você é que sabia sonhar e que sonhou demais!


quinta-feira, 27 de março de 2014

# Resenha: Quem é você, Alasca?

Esse é um dos livros mais intrigantes que já li, não posso dizer que amei os personagens da mesma forma como me apaixonei pelo Gus em " A culpa é das estrelas" mas com certeza esse livro tem personalidade própria e um Q de insatisfação e inquietação perturbador.


A capa foi uma das primeiras coisas que me chamou atenção,
a principio não tive muita vontade de ler, pois ainda não conhecia o trabalho de John Green e achava que devia falar de alguma besteira qualquer, mas depois de ler a culpa é das estrelas fiquei curiosa e resolvi investi nesse livro.

Jamais vou me arrepender, durante a leitura tive vários sentimentos, na verdade o livro começou a fazer a diferença para mim da metade para o fim, só então eu pude aceitar melhor o que era Alasca e toda aquela loucura dela. As vezes o quanto gostamos de um livro ou o que aprendemos a tirar de proveito dele só depende da forma como resolvemos olha-lo, estava esperando encontrar algo parecido com o primeiro livro que li, mas ambos são tão diferentes que é difícil de acreditar que partiram do mesmo lugar.

 Muitos podem ser que vejam apenas como uma obra adolescente e aborrecida, mas quem disse que os adolescentes também não podem nos ensinar sobre a vida? Todos nós possuímos marcas que nos tornaram o que somos, nos moldando em nossas escolhas e atitudes.E enquanto nos esforçamos para conviver com as nossas, o quanto das marcas de outras pessoas podemos suportar? O tempo é cruel, ele não espera, nem da segundas chances, como não se identificar com o sentimento de arrependimento e pesar?

     Quotes:


  •  "Tantos de nós teríamos de conviver com coisas feitas e deixadas por fazer naquele dia. Coisas que terminaram mal, coisas que pareceram normais na hora, porque não tínhamos como prever o futuro. Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resultariam das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil."



  • "Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia."



  • "Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."



  • "Se pararmos de desejar que as coisas perdurem, não iremos sofrer quando elas desmoronarem."






quarta-feira, 26 de março de 2014

# Guia de Sobrevivência: Nunca tinham me dito que o trabalho pode matar...de raiva!

Boa Noite!

Acredito que todos os trabalhadores brasileiros em algum momento da escravidão do dia a dia já surtaram um pouco com tudo. Aqueles poucos que podem dizer que possuem trabalhos que não lhes estressam  são merecedores de um prêmio muito especial: Os maiores sortudos do mundo.

Nesse guia semanal vou compartilhar com vocês algumas experiências que tive e que me ensinaram literalmente no suor e nas lágrimas de todo dia.

Trabalho com o público já algum tempo, e posso confessar aqui ( cá entre nós ) esse é provavelmente o maior calvário da minha vida, não há otimismo que aguente diante de tanta falta de educação e chatice todos os dias, em horário comercial........aff.


                                                        Bom Dia:


Meu Deus, quando foi que cumprimentar uma pessoa dizendo bom dia saiu de moda???
Por favor, alguém me atualize! Acho que corro risco de vida só em pronunciar tal cumprimento.
Pouquíssimas vezes recebo uma resposta e quando ela é dada é com tanta má vontade que até me faz falta o silêncio.

                         
                                                    Perguntas Obvias:


Se você trabalha num estabelecimento comercial, então já se deparou com muitas delas.
Por exemplo, se trabalha numa padaria é não só possível como muito provável que já lhe tenham  perguntado se vende pão...tipo...padaria não é sugestivo o suficiente, muito precisam de uma confirmação verbal do que você comercializa. Pode parecer exagero para alguns mais são poucos os dias em que essas perguntas obvias não me assombram.

Hoje, por exemplo estava sentada na recepção, com a porta aberta. Quando a cliente se aproximou ela fez questão de perguntar se o estabelecimento estava em funcionamento. Vamos examinar o contesto, a porta estava aberta o que sugere que você pode entrar no local, todas as lojas ao redor estavam em atendimento, estávamos em horário comercial, e havia uma pessoa sentada debaixo de uma placa "recepção" sorrindo para você....o que pensaria? Como responderia a essa importante e intelectual questão?

Vai por mim, rir não é uma boa ideia, seja gentil, responda o obvio. Caso não se sinta capaz aqui vai o meu segredo...Respirar por um minuto ajuda a recuperar a compostura.



                                                       Pressa:

Você está num dia de grande movimento, consequentemente há atrasos e demora no serviço.
Quando você entra na loja e vê aquela multidão já deveria está consciente disso, mais muitos parecem sentir prazer em atrapalhar a vida do pobre assalariado e não param de reclamar. Enchendo o saco da pobre atendente que nada pode fazer a não ser fantasiar com a ideia de voar no seu pescoço até sentir que parou de respirar! É uma pena que a politica da empresa proíba isso,seria muito bom para a saúde mental dos funcionários ,mas tudo que se pode fazer é sorrir muito falsamente, se você pensa que depois de um chilique o assalariado vai ficar com pena, ou se comover sinto destruir sua fantasia mais a verdade é que ele te odeia por dentro, está sorrindo, mas é por que precisa do dinheiro.


                     
    Enfim, essas são coisas superficiais do dia a dia, o desafio mesmo é sobreviver a carnificina que é dentro de uma empresa, vou fazer outras postagens, mais por hora basta um aviso, para livrar a própria pele muitos jogariam a mãe na fogueira. Abre o olho!

  Não deixe de comentar e dizer, se seu trabalho é horrível e porque.

Até a próxima!



sábado, 22 de março de 2014

Jane Austen : A Abadia de Northanger



Oi,
Boa noite!

A muitos anos Jane Austen tem servido de referência e de certa forma inspiração não apenas para escrever mais também para ler melhor ou fazer melhores escolhas quanto ao que alimenta minha mente criativa.

Todos o seus livros são fantásticos, embora poucos, o que é uma pena, vou escrever em algum momento sobre eles, pois não poderia ser diferente, porém hoje o enfoque especial é  'Abadia de Northanger'   que já é memorável por se só e um exemplo perfeito do humor e ironia de Jane Austen.

A Abadia de Northanger foi publicada a 196 anos mais ainda tem me ensinado muito sobre a vida e sobre mim, e quando esse último conhecimento falha pelo menos me ajuda a rir.

   Introdução:

" Ninguém que houvesse conhecido Catherine Morland durante a infância imaginaria que ela nascera para ser heroína de romance. Sua posição social, a índole de seus pais, mesmo seu aspecto físico e temperamento, tudo estava igualmente contra ela.O pai um clérigo, nem desprezado nem pobre, era um homem muito respeitável, embora seu nome fosse Richard - e jamais tivesse sido bonito ... A mãe era uma mulher de bom senso, bom humor e o mais surpreendente, boa aparência. Ela tivera três meninos antes de Catherine nascer e ao invés de morrer ao trazê-la ao mundo, como qualquer um esperaria, continuou vivendo - viveu para ter outras seis crianças e para vê-las crescer ao seu redor, gozando ela própria de excelente saúde."

Acho difícil ler essas palavras e não sorrir, a simplicidade em que foram escritas e o humor (mais conhecido atualmente como sarcasmo ) são de uma leveza absurda e faz maravilhas por uma mente estressada tão comum hoje em dia.

Critica e Defesa:

  " Não vamos desertar uns aos outros.Pertencemos a uma profissão ultrajada. Embora nossas produções tenham oferecido prazer mais extenso e genuíno do que aquelas vindo de qualquer outra
corporação literária no mundo, nenhum gênero de composição jamais foi tão depreciado. Devido ao orgulho, à ignorância ou apenas a moda, nossos inimigos são quase tão numerosos quanto os nossos leitores."

Infelizmente muitos dos próprios escritores de romances os descrevem em seus livros da pior forma possível fazendo parecer que aqueles que leem romances são menos leitores do que outros, tanto na época de Austen como hoje ler romance ainda é uma coisa da qual se deve ter vergonha, já li e ainda leio muitos livros do gênero mais ainda sinto o preconceito toda vez que digo isso em público, em 196 anos nada mudou.

Requisitos para conquistar um rapaz:

"Catherine ficou muito envergonhada de sua ignorância, mas enganava-se ao sentir-se assim.Quando se quer conquistar alguém deve-se sempre ser ignorante.Ter uma mente bem informada demais é não possuir habilidade em administrar a vaidade dos outros, algo que uma pessoa sensata deve sempre evitar. Uma mulher, em especial, se por acaso tiver o infortúnio de saber alguma coisa, deve escondê-lo o melhor que puder. As vantagens da tolice natural em uma moça bonita já foram descritas pela excelente pena de uma outra autora irmã - ao tratamento dela do assunto, eu apenas acrescentarei, para fazer justiça aos homens, que embora para a maioria e mais leviana parte desse sexo, a imbecilidade nas mulheres aumente seu chame, existem alguns deles que são razoáveis e desejam que elas sejam apenas ignorantes, não estupidas."

Para mim é impossível não amar Jane e Abadia de Northanger, simplesmente perfeito ao que se propõe, um retrato fiel de uma época e cultura de um povo cujos hábitos e costumes do cotidiano me ensinam mais sobre quem foram do que qualquer outro livro de História didático já conseguiu.

 Muitos encaram esse livro como um ensaio, já que Austen não conseguiu revisa-lo como desejava, mas para mim, não há nada a acrescentar ou modificar. E de forma alguma acredito que esse livro seja inferior aos outros cujo tempo colaborou para que se tornassem mais elaborados, para mim Jane Austen sempre retratou com perfeição a sociedade em que vivia e Abadia de Northanger retratou a ela, suas idéias e opiniões estão presentes e bem impressas em cada página o que torna impossível esquecer essa pessoa que se mostrou mais do que uma escritora brilhante, uma mulher incrível.

Acho, que vou precisar fazer uma parte 2, já que há muito o que se falar ainda, mais por enquanto vou ter que parar por aqui...enfim, até a próxima.




quarta-feira, 19 de março de 2014

Cine da semana: O menino do pijama listrado

Olá, Boa tarde!

Uma vez por semana tentarei fazer uma postagem sobre um filme que vi durante a semana , o escolhido dessa é sem dúvida marcante.

                      # O menino do pijama listrado



 Produtor: Mark Herman

Diretor: David Heyman

Elenco: Asa Butterfield, Vera Farmiga, David Thewlis, Rupert Friend, David Heyman, Richard Johnson . . . etc

Roteirista: Mark Herman

Compositor: James Horner

Baseado: Na obra de John Boyne

Classificação: * * * * *


Sinopse:

Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista (David Thewlis) que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito o que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.

Comentário:

Não vou comentar muito sobre a história do filme, nem acho que precisa- se comentários para o explicar ou recomendar. Esse é o tipo de filme que todos em algum momento da vida precisam assistir.


A única coisa que tenho condição de dizer agora, é que eu recomendo!

Bjs

segunda-feira, 17 de março de 2014

As vantagens de ser invisível

Oi,
Como minha primeira resenha, gostaria de falar sobre um livro que me ensinou lições valiosas e que tem um significado especial para mim.

                          #  As vantagens de ser invisível




     
       Numero de páginas: 223
 

 Autor: Stephen Chbosky

      
            Classificação: * * * * *


  Filme: ?




Sinopce:

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

Comentário:
De tantos livros que já li, esse foi um dos que mais me surpreenderam. Não digo isso no sentido clichê de que o final foi comovente ou até mesmo inovador...não, não foi. Porém a maior surpresa do livro está na capacidade de despertar em quem o ler emoções semelhantes as do protagonista.

  No início, achei muito maçante...sem querer dá spoiler  , mas pensei que se trata-se de um garoto com problemas mentais....foi por pura persistencia e boa vontade que conseguir superar as primeiras páginas e felizmente valeu apena.

Acho que aprendi lições valiosas com o Charlie e fiquei com a sensação de que se fosse responder as suas cartas não saberia o que lhe dizer, mas acho que ele não se importaria (rsss). Enfim, Stephen foi de uma genialidade na hora de escrever que me deixou curiosa para saber o que mais ele tem a mostrar.

É claro que há pontos negativos ou melhor não tão apreciados por mim, como o tópico das drogas que a meu vê foi exagerado e um tanto desnecessário num livro cuja proposta era ou assim parecia ser algo bem maior. Eu super recomendo..

Filme:

Sou louca para ver, mais por uma força do destino isso ainda não aconteceu.
Quando conseguir farei uma postagem especial sobre ele...como fã de carteirinha da Emma espero fortes emoções.

Bjs, até a próxima!


Ei, tem alguém ai?


Oi...
Se está lendo essa mensagem é por que provavelmente não sou a única louca perdida,
não se sinta mal, acabou de me achar...
 Ainda estou organizando as coisas por aqui...o ar está um pouco difícil de respirar, mas tenho a esperança de sobreviver a essa catástrofe...

Seja onde estiver, ou qual for seu problema, saiba entrarei em contato.

Bjs Dry M.