quinta-feira, 27 de março de 2014

# Resenha: Quem é você, Alasca?

Esse é um dos livros mais intrigantes que já li, não posso dizer que amei os personagens da mesma forma como me apaixonei pelo Gus em " A culpa é das estrelas" mas com certeza esse livro tem personalidade própria e um Q de insatisfação e inquietação perturbador.


A capa foi uma das primeiras coisas que me chamou atenção,
a principio não tive muita vontade de ler, pois ainda não conhecia o trabalho de John Green e achava que devia falar de alguma besteira qualquer, mas depois de ler a culpa é das estrelas fiquei curiosa e resolvi investi nesse livro.

Jamais vou me arrepender, durante a leitura tive vários sentimentos, na verdade o livro começou a fazer a diferença para mim da metade para o fim, só então eu pude aceitar melhor o que era Alasca e toda aquela loucura dela. As vezes o quanto gostamos de um livro ou o que aprendemos a tirar de proveito dele só depende da forma como resolvemos olha-lo, estava esperando encontrar algo parecido com o primeiro livro que li, mas ambos são tão diferentes que é difícil de acreditar que partiram do mesmo lugar.

 Muitos podem ser que vejam apenas como uma obra adolescente e aborrecida, mas quem disse que os adolescentes também não podem nos ensinar sobre a vida? Todos nós possuímos marcas que nos tornaram o que somos, nos moldando em nossas escolhas e atitudes.E enquanto nos esforçamos para conviver com as nossas, o quanto das marcas de outras pessoas podemos suportar? O tempo é cruel, ele não espera, nem da segundas chances, como não se identificar com o sentimento de arrependimento e pesar?

     Quotes:


  •  "Tantos de nós teríamos de conviver com coisas feitas e deixadas por fazer naquele dia. Coisas que terminaram mal, coisas que pareceram normais na hora, porque não tínhamos como prever o futuro. Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resultariam das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil."



  • "Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia."



  • "Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."



  • "Se pararmos de desejar que as coisas perdurem, não iremos sofrer quando elas desmoronarem."






2 comentários:

  1. Já li várias resenhas sobre esse livro
    Mas não me chamaram muita atenção

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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